"Não se trata de biblismo místico e dogmatizante, longe disso. Mas de descobrir, pelo estudo profundo dos fundamentos doutrinários e por uma visão progressista da cultura espírita, o quanto a hermenêutica pode adquirir uma explanação confortadora e luminosa, motivadora de uma vivência saudável. Esse estudo, seguido de uma meditação, em ambientes apropriados de nossos centros espíritas, constituirá lídimas iniciativas de maturidade espiritual, será alento imprescindíveis à nossa caminhada, será o mergulho na intimidade donde extrairemos refazimento e sintonia com as forças superiores da vida.
A questão decisiva é a vivência." - Cícero Pereira

"Evangelho: ética para o Terceiro Milênio" - Seara Bendita - Wanderley Oliveira/Maria José C. Soares de Oliveira, Editora Dufaux

terça-feira, 2 de junho de 2026

Recompor se.

Crédito: Flickr


A batalha travada consigo mesmo é uma sinfonia um tanto dissonante. Notas fora de ordem. Tons altos no lugar dos baixos, ruídos, silêncios, dissonâncias.

O que esperar de nós, há tempos negligentes com a regência de nossa vida?

Sentar e chorar o leite derramado não faz o leite voltar à jarra. Diz o adágio.

Não há problema em refazer se todos os dias. A vida é um eterno, refazer se. Até mesmo pela perenidade das coisas da matéria.

Eis aí o segredo. Ao esbarrarmos na matéria. E essa matéria não é causa de nossos problemas e desaires. É apenas um obstáculo que pode ser transposto, contornado. Tal qual a água faz na vida. Ela, na sua simplicidade, encontra uma solução, sempre prática. Ora se eleva aos céus, ora deixe-se cair, na sinfonia da chuva.

A natureza - da qual somos -, e pertencemos. Sempre tem uma nota as nossas observações. Olhemos para isso.

O som do vento, o canto dos pássaros, a voz da mãe que acolhe seus filhos com uma canção. É a mesma sinfonia divina em todo lugar. Até o silêncio do universo é desafiado pelo “crepitar” das estrelas e outros sons inaudíveis aos nossos ouvidos.

Mas voltemos a nós. Ao que damos conta: nossas ressonâncias e dissonâncias íntimas. Nem piedade ou complacência demais conosco. Nem tão pouco, crueldade.

Como culpar o maestro, que deixa de reger a orquestra? Que deixa a batuta parada, sem os movimentos precisos da regência?

Assumamos em definitivo as responsabilidades que nos cabem.

Nem desculpas esfarrapadas, nem adiamentos e postergações infinitas.

A nossa vida é agora. A oportunidade é hoje. Os sonhos beneficiam os sonhadores que concretizam seus ideais regados a muito suor e trabalho.

O mundo clama por nós.

O que você não sabe fazer, é o caminho do aprender fazer. Aquilo que você saiba fazer bem é o estímulo ao outro, que lhe vê, e lhe segue.

Você é o exemplo a si mesmo.

Sua vitória é só sua. Mas, a verdadeira vitória é aquela que desafie os muros do eu.

Quem ama toca os acordes Divinos. Só o Amor tem a instrumentalização, que orquestra todas as coisas. O Amor continua sendo a música de Deus que toca, ininterruptamente. Seus sons inaudíveis tantas vezes nos tocam os refolhos da alma.

Ouçamos! Abramos os ouvidos aos acordes do Amor.

As vozes do Alto cantam em louvor os Reinos da Criação.

Sejamos partícipes da sinfonia com nossos instrumentos imperfeitos. Temos a oportunidade de também contribuir com a Filarmônica de Jesus. Maestro da vida maior.

Não descorçoemos de nos aperfeiçoar. Todo musicista é um luthier de si mesmo.

São horas e horas de treino e de exercício para uma simples apresentação. O que dirá a vida inteira? Continuemos. A vida conta conosco.

Vosso irmão, Cláudio.

Grupo Espírita Esperança - GESPE

Camaragibe – PE. Em 31 de maio de 2026.


 

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